I[d]Entidade

A importância do grupo no desenvolvimento do self

Quandos nos vemos gregos… Abril 5, 2008

Arquivado em: Uncategorized — ritarebelo @ 2:38 pm

Não sei quantos já leram “O Mundo de Sofia” de Jostein Gaarder. Recordo-o no início da adolescência, quando eu era outra e eu mesma…

No semestre passado, na sequência de um trabalho que realizei, pude reler algumas passagens deste livro, (re)descobrindo uma expressão que vos queria transmitir.

 

“Os gregos acreditavam que o oráculo de Delfos poderia dar aos homens informação sobre o seu destino. (…) Quem chegava a Delfos tinha primeiro que colocar aos sacerdotes locais a sua pergunta. (…) Desta forma, os gregos podiam servir-se da sabedoria de Apolo, visto que acreditavam que Apolo sabia tudo – passado e futuro. (…) No templo de Delfos havia uma inscrição famosa: CONHECE-TE A TI MESMO!”

(Gaarder, “O Mundo de Sofia”, p.54)

 

Uma breve referência histórica que vai muito para além de simples filosofias. Conhecermo-nos é o primeiro passo para nos aceitarmos. Aceitarmos as nossas conquistas e os erros que cometemos é o primeiro passo para nos amarmos.

Aprender estes passos da coreografia nem sempre é fácil, mas será, de certeza, muito importante para nós enquanto pessoas. Quando dançamos, os outros podem apreciar a elegância e a leveza deste caminhar. Nenhum de nós dançará como outrém, do mesmo modo que ninguém poderá dançar como nós. E na música da vida, os nossos alunos merecem ser absolutamente “criativos”!

Por isso, quando se virem “gregos” perante um problema, quando o caminho parecer mais difícil, não se esqueçam… “Gnosei seauton”. Conhece-te a ti mesmo!

 

2 Responses to “Quandos nos vemos gregos…”

  1. paula pinto Says:

    Conhecermo-nos, conhecer o porquê de determinadas reacções, conhecer porque rio..porque choro…porque quero…porque não quero…porque tive esta ou aquela opção…às vezes é um processo tão complicado!
    Mas o conhecimento , aceitação e o aperfeiçoamento do ” eu” é essencial, até porque é a única pessoa que nos acompanha para todo sempre.
    Muitas pessoas podem entrar ou sair das nossas vidas, mas o ” eu ” fica sempre e certamente será mais fácil conviver com alguém de quem gostamos, com alguém de quem cuidamos…
    Também li o livro de ” Sofia” em tempos. Um livro que nos leva a pensar, em nós…no mundo da vida…!
    um abraço
    Paula Pinto

  2. Luciana Says:

    Observações perfeitas, Rita e Paula!

    Sobre as dificuldades que aparecem no caminho do auto-conhecimento, acho que deve ser normal nos vermos “gregos” perante nós mesmos, perante a imagem que criamos de nós, em alguns momentos.
    Nestes momentos, só olhar para dentro parece não ser suficiente. Precisamos mesmo de pequenos “oráculos” presentes nos outros à nossa volta para ajudar-nos a ajustar o foco da lente com a qual nos vemos.
    Ou será que o auto-conhecimento só é adquirido em um “diálogo” em que só nós participamos (de nós para nós mesmos)?


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