“O que o outro teria feito tão bem quanto tu, não o faças. O que o outro teria dito tão bem como tu, não o digas. O que outro também teria escrito, não o escrevas. Sê fiel ao que existe apenas em ti próprio – e, assim, torna-te indispensável.”
Anónimo
Parámos ambas, a Luciana e eu, inspirando este excerto. “Será mesmo assim? Acreditas em tudo isto?” Pergunta-me ela, numa concordância discordante. Expiro algum brilho nos olhos, já sentada no cimo da ponte. De cada lado, uma parte tão diferente e tão semelhante. Acredito. Acredito que somos especiais nos dons que temos. Acredito que devemos procurar a nossa especialidade e agir em função dela no Mundo. Não nos conhecermos pode por vezes significar que a ponte (que liga o que é distinto) é “sempre” estável. Esqueceremos, então, de nos desafiar…? Faremos, diremos e escreveremos, então, só o que é esperado?
Na ponte, vemos melhor – a nós e aos outros. Na ponte podemos ir ao encontro do outro, podemos construir juntos caminhos na sociedade. Esses caminhos, no entanto, perderiam alguma cor se não fossemos igualmente ao encontro de nós próprios.
Acredito que cada pessoa é, assim, indispensável. E estou a aprender a acreditar em mim.