I[d]Entidade

A importância do grupo no desenvolvimento do self

“O Eu é um Outro” Abril 9, 2008

Arquivado em: Uncategorized — paulapinto @ 10:28 pm
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EU é um outro”: a passagem da primeira pessoa para a terceira assinala o corte entre o sujeito do enunciado e o da enunciação. O eu se descobre outro assim que começa a cantar: “EU é um outro. Azar da madeira que se descobre violino”. Rimbaud

 

Apenas para pensar…afinal quando começa e acaba o “EU”?

Um abraço para todos

Paula Pinto

 

2 Responses to ““O Eu é um Outro””

  1. Filipe Says:

    A fronteira entre o eu e o tu é difícil de definir, ou nem existe… Já reflecti várias vezes a propósito dessa pergunta com um colega que gosta de filosofar e chegamos à conclusão ou concepção seguinte:

    O EU só pode ser EU, se outro EU o reconhecer como tal.

    Para mais, o Eu não é somente EU, mas também é TU, ELE, NÓS, VÓS, ELES. Cada um tem raízes que lhe são próprias e que ninguém lhe poderá tirar, mas essas raízes não são os únicos factores que definem o EU. Todos nós temos relações com outras pessoas e o EU é o resultado dessas relações.

    Espero que o meu português não seja demasiadamente terrível…

    Filipe

  2. Luciana Says:

    Os limites são imprecisos, é verdade.
    Acho que são assim porque são construídos na relação com o Outro (Tu, Ele…), na negociação entre os espaços que atribuo a mim e ao outro e os que este outro atribui a mim e a ele mesmo.
    No fundo, penso que acabei por concordar com o Filipe.


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