EU é um outro”: a passagem da primeira pessoa para a terceira assinala o corte entre o sujeito do enunciado e o da enunciação. O eu se descobre outro assim que começa a cantar: “EU é um outro. Azar da madeira que se descobre violino”. Rimbaud
Apenas para pensar…afinal quando começa e acaba o “EU”?
Um abraço para todos
Paula Pinto

A fronteira entre o eu e o tu é difícil de definir, ou nem existe… Já reflecti várias vezes a propósito dessa pergunta com um colega que gosta de filosofar e chegamos à conclusão ou concepção seguinte:
O EU só pode ser EU, se outro EU o reconhecer como tal.
Para mais, o Eu não é somente EU, mas também é TU, ELE, NÓS, VÓS, ELES. Cada um tem raízes que lhe são próprias e que ninguém lhe poderá tirar, mas essas raízes não são os únicos factores que definem o EU. Todos nós temos relações com outras pessoas e o EU é o resultado dessas relações.
Espero que o meu português não seja demasiadamente terrível…
Filipe
Os limites são imprecisos, é verdade.
Acho que são assim porque são construídos na relação com o Outro (Tu, Ele…), na negociação entre os espaços que atribuo a mim e ao outro e os que este outro atribui a mim e a ele mesmo.
No fundo, penso que acabei por concordar com o Filipe.