Auto-estima, auto-imagem, auto-eficácia… Tantas palavras para falar do eu, que tudo começa a ficar confuso…
A importância do auto-conhecimento só é perceptível no dia-a-dia, a cada dia, em cada expressão da nossa vida. Por essa razão, lançámos na passada sessão o primeiro desafio.
Ao longo de uma semana, irão identificar algumas dificuldades com que se depararam a cada dia, anotando-a, bem como à atitude que manifestaram perante as mesmas (ou ausência desta). Ficaram sentados, observando o problema à distância? Pediram ajuda? Foram impulsivos? Acolheram o problema nas vossas mãos?
Deixamos aqui um espaço reservado para partilharem o desenrolar da tarefa ao longo dos dias. Partilhem as vossas impressões, questões, dúvidas ou até simples reflexões que a tarefa vos tenha suscitado.
Na próxima quarta-feira iremos olhar para a nossa semana. Talvez alguns problemas pareçam agora mais pequenos; outros fitar-nos-ão através do horizonte. As promessas de solução não são mágicas. No entanto, o que conhecemos de nós (e o que vamos conhecendo…) permite-nos encontrar reacções ou acções para cada uma deles.
Nós somos os magos da nossa vida.
A minha dificuldade maior é começar o que quer que seja, depois é só prosseguir. Sou uma pessoa que funciona sobre stress lembram-se daquele teste que a professora de desnvolvimento nos deu? Pois bem eu obtive 24 já estão a ver. Neste momento estou a começar a sentir-me ansiosa com o trabalho de dissertação pois não consigo arrancar como quero e estou farta de colocar ideias e nenhuma me agrada. Já repararam que eu sou uma pessoa clara, objectiva e divago pouco.
Não sei se devia escrever, mas como é algo que me está a preocupar não pude passar sem escrever este “desabafo”.
Beijos e até terça-feira
Olá!
Também penso que funciono melhor sobre stress e uma vez começando, agradeço que não me interrompam o raciocínio e a vontade de terminar aquilo a que me propus inicialmente.
Problemas todos temos e a sua dimensão será aquela que lhe dermos…soluções aparecem e surgem do nada, dum sorriso, duma “mãozinha” ou mesmo de “arregaçar as mangas e meter mãos à obra”.
Não há nada que não consigamos com preserverança e fé em nós próprios. Olhar em frente é sempre o melhor remédio e a melhor opção.
Até breve!
olá! concordo com a Ana Paula… “Problemas todos temos e a sua dimensão é aquela que lhe dermos…”. no entanto, temos que ser coerentes nas dimensões que damos a cada um, distinguido o problema do não-problema e encontrando sempre alternativas, acreditando que para tudo exista pelos menos uma… não se pode desistir…
óptimo mesmo, seria que, perante um (possível) problema conseguíssemos seguir as palavras de Fernando Pessoa “o essencial é saber ver, saber ver sem estar a pensar, saber ver quando se vê e nem pensar quando se vê, nem ver quando se pensa.”
A tarefa de escrever sobre os desafios diáros me ajudou a olhar melhor para eles. Imagino que isso ocorra por dois motivos principais: quando escrevo, estou um pouco mais distante do “olho do furacão”, posso ver algumas dimensões a mais desses obstáculos (e, quem sabe, ver que eles não são tão assustadores assim e encontrar um caminho para superá-los).
Um outro ganho é aprender a admitir que ainda tenho muito a melhorar. É uma parte difícil, mas necessária.
Foi interessante esta tarefa de colocar por palavras aquilo que a nossa mente às vezes não consegue decifrar às primeiras. De facto, ao escrever vi-me obrigada a clarificar todos os aspectos do problema e isso fez-me traçar prioridades e ver o que deveria resolver em primeiro lugar. Por outro lado, quando escrevi apercebi-me que muitas das chatices que nos dão dores de cabeça são apenas barreiras e não têm a dimensão de problemas e, com essas, não devemos gastar as nossas energias poque mais cedo ou mais tarde a solução acabará por aparecer. Quer seja um verdadeiro problema ou uma dorzita de cabeça, o mais importante é saber lidar com ele, arregaçar as mangas e ir à luta porque cair no marasmo não nos ajuda em nada.